![]() |
|
Reflexões de uma aluna de Psicologia
|
O
que é psicologia, todos nós sabemos. O que a psicologia
fez para se tornar ciência, fomos pesquisar lá atrás,
no "túnel do tempo". O que é fenomenologia, vamos
aprender. Antes, passaremos pela história e conquistaremos um espaço
diferente daquele que estamos acostumados a viver: o espaço da
conquista. -
Mas conquistar o quê? -
Conquistar o saber! Não
só conquistaremos, como também aprenderemos um pouco mais
sobre as idéias filosóficas, e sobre os seres humanos na
sua singularidade. Vivenciar
a experiência de fazer esse trabalho, que foi algo intencional,
me fez acreditar que o homem vive em cicios mundanos, e que por isso,
muitas vezes, cai na inautenticidade. Esse estado de queda nada mais é
que se arriscar na própria vivência cotidiana. Risco este
que nos angustia a cada momento de dúvida, a cada passo andado,
a cada ar respirado, a cada momento indagado. Nós,
seres humanos, somo fenômenos? Somos objetos de nossa própria
ação ou somos comandados pelo nosso psiquismo em plena atividade?
Não sei, só sei, que não somos passêveis de
manipulação e nem de experimentação. Por
que suspender nosso juêzos e valores diante de nós mesmos?
Por que fazermos a tão falada epochè? Porque
tentamos frente ao outro aprender a sermos nós mesmos, ao mesmo
tempo tentando nos debruçar sobre a verdade do outro, esquecemos
de sermos nós mesmos. Eis o paradoxo. Esquecermos de que não
existe uma verdade única, tão pouco absoluta, e que se temos
alguma verdade, ela é nossa, é individual, é como
nós mesmos: singular! Temos
de suspender nosso valores para entendermos a nós próprios?
Ou temos apenas de pedir ajuda? Quantas possibilidades nós temos
frente às nossas necessidades! Quanto somos livres para escolhermos
nosso próprio caminhos! O quanto somos e não sabemos! Ou
apenas quem somos na angústia do nosso saber, por escolhermos ter
sabido e por não saber que essa foi a escolha dentro das possibilidades
dadas pela vida. Quanto
a mim, por não ter me dado conta de que viver é uma escolha,
e que, se vivo, sou livre até mesmo por escolher morrer, viverei
eternamente a angústia de ser livre e de saber que, porque sou
lançada a qualquer momento posso morrer! Poderei
Ainda Viver Mergulhada Na Possibilidade De Preferir Não Escolher,
E Por Não Querer Escolher, Já Fiz Minha Própria Escolha.
Posso Vir A Lamentar O Que Não Foi Escolhido, E Por Isso Sentir
Uma Enorme Culpa Existencial, Mas Se Sou Um Ser Lançado No Mundo,
Tenho Que Assumir A Lamentação Do Risco Que Não Quis
Correr.
Elaine Lopez Feijoo |