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Heidegger e a Psicologia: Introdução à Daseinsanálise

Coordenação: Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo e Marco Antônio Casanova

Descrição: Martin Heidegger é um dos pensadores mais importantes para uma série de desdobramentos do pensamento contemporâneo. Podemos encontrar repercussões de suas obras em figuras ícones do século XX como Jacques Derridá, Hannah Arendt e Hans-Georg Gadamer entre outros. Sua influência, contudo, não se restringe ao campo da filosofia acadêmica, mas se estende essencialmente a várias outras áreas do saber. Dentre essas áreas, a sua relação com a psicologia alcança um lugar privilegiado. Na medida em que se dispôs a estabelecer na década de cinqüenta um diálogo profícuo com o psicanalista suíço Medard Boss, Heidegger abriu toda uma série de perspectivas para a constituição de uma psicologia com bases fenomenológicas, perspectivas essas que se encontram sintetizadas nos seus Seminários de Zollikon.

Objetivo: O objetivo do presente curso é apresentar em quatro encontros de maneira introdutória as linhas mestras do diálogo heideggeriano com a psicologia, seus antecedentes em Brentano e Husserl e seus desdobramentos em Binswanger e Boss.

Datas e Horário: 4 Encontros Mensais - Sexta-feira das 18:00 às 20:00

09 de julho de 2010
13 de agosto de 2010
03 de setembro de 2010
08 de outubro de 2010

Local: IFEN

 

Sartre e o Projeto da Psicanálise Existencial: Os Limites da Psicologia Tradicional e o Caminho da Fenomenologia Existencial

Descrição: Jean Paul Sartre não foi apenas um pensador que permitiu derivadamente um diálogo profícuo entre filosofia e psicologia. Ao contrário, ele foi muito mais alguém que discutiu expressamente problemas relativos à psicologia em diversos momentos de sua obra. Entre os seus temas centrais estão sempre a estruturação do existir humano, o ser ou não-ser da realidade humana, o desejo, a angústia, a culpa, a relação conflituosa com o outro etc. Tal fato pode ser percebido em textos como A imaginação e a Náusea. No entanto, é em O ser e o nada que nos deparamos com o horizonte primordial e mais profundo de compreensão de uma tal discussão. Na quarta parte da obra, segundo capítulo, Sartre revela os limites do pensamento psicológico tradicional e a necessidade de pensar a partir de uma fenomenologia existencial que possa ir ao encontro da significação transcendental de cada escolha concreta e empírica. O objetivo do presente curso é acompanhar em quatro encontros mensais o sentido mesmo de um tal projeto designado por Sartre de maneira sintética como o projeto da “psicanálise existencial”.

O curso será ministrado por Prof. Dr. Marco Antonio Casanova: Doutor em filosofia pela UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg, Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da UERJ, Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia, Autor de O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche (2003), Nada a caminho: Impessoalidade, niilismo e técnica no pensamento de Martin Heidegger (2006), Compreender Heidegger (2009) e A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (No prelo), além de tradutor de um grande conjunto de obras de pensadores alemães como Martin Heidegger, Max Scheler, Friedrich Nietzsche, Wilhelm Dilthey entre outros.

Datas e Horário: Encontro Mensal - Sexta-feira das 14:00 às 16:00

27 de agosto de 2010
24 de setembro de 2010
29 de outubro de 2010
19 de novembro de 2010

Local: IFEN

 

Desespero e Tédio como Fenômenos Psicológicos da Modernidade: Kierkegaard e as Tipologias do Niilismo Contemporâneo

Descrição: Soren Kierkegaard é um autor normalmente associado ao pensamento teológico e a questões de matiz religioso. Por mais que Kierkegaard tenha sido tomado na primeira metade do século XX como o grande ícone do pensamento existencial, ele continua evocando em nós uma estranheza peculiar. No entanto, por detrás dessa estranheza se esconde um autor que discutiu de maneira visionária e radical boa parte dos males e dos riscos do homem contemporâneo. Em meio a um pensamento caracteristicamente tipológico, Kierkegaard nos fornece um grande manancial de figuras do niilismo contemporâneo e de suas afinações fundamentais: desespero e tédio. Sem perder de vista a riqueza psicológica dessas figuras, o objetivo do presente curso é acompanhar em quatro encontros os tipos do desespero/tédio e o modo kierkegaardiano de tratamento desses tipos. Para tanto, nos deteremos em quatro textos fundamentais: Doença para a morte , A rotação dos cultivos, A repetição e Temor e tremor.

O curso será ministrado por Prof. Dr. Marco Antonio Casanova: Doutor em filosofia pela UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg, Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da UERJ, Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia, Autor de O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche (2003), Nada a caminho: Impessoalidade, niilismo e técnica no pensamento de Martin Heidegger (2006), Compreender Heidegger (2009) e A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (No prelo), além de tradutor de um grande conjunto de obras de pensadores alemães como Martin Heidegger, Max Scheler, Friedrich Nietzsche, Wilhelm Dilthey entre outros.

Datas e Horário: Encontro Mensal - Sexta-feira das 16:00 às 18:00

27 de agosto de 2010
24 de setembro de 2010
29 de outubro de 2010
19 de novembro de 2010

Local: IFEN

 

Husserl e a Psicologia: Do Conceito de Pessoa à Consciência Interna do Tempo

Descrição: O projeto fenomenológico husserliano abriu todo um novo campo de possibilidades de reflexão não apenas para a filosofia, mas também para a psicologia. Na medida em que a fenomenologia husserliana envolve todo um novo conceito de sujeito, de verdade e de objeto, ela impõe uma radical transformação dos modos de pensar tradicional. Não há mais aqui a possibilidade de falar em um sujeito nuclear que se encontraria contraposto a uma exterioridade dada, mas o que passa a estar incessantemente em questão é a dinâmica de interação cooriginária de sujeito e realidade. O que procuraremos fazer no presente curso é antes de mais nada reconstruir essa nova noção de pessoa, que traz consigo de maneira imanente o seu campo de objetos e que se estrutura de maneira temporal. No interior dessa reconstrução, procuraremos nos encaminhar para uma reflexão acerca dos problemas existenciais em geral e da possibilidade de uma abordagem fenomenológica desses problemas. Dois serão os textos tratados por nós nos quatro encontros programados para o curso: 5a Investigação Lógica e A consciência interna do tempo.

O curso será ministrado por Prof. Dr. Marco Antonio Casanova: Doutor em filosofia pela UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg, Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da UERJ, Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia, Autor de O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche (2003), Nada a caminho: Impessoalidade, niilismo e técnica no pensamento de Martin Heidegger (2006), Compreender Heidegger (2009) e A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (No prelo), além de tradutor de um grande conjunto de obras de pensadores alemães como Martin Heidegger, Max Scheler, Friedrich Nietzsche, Wilhelm Dilthey entre outros.

Datas e Horário: Encontro Mensal - Sexta-feira das 14:00 às 16:00

13 de agosto de 2010
3 de setembro de 2010
8 de outubro de 2010
12 de novembro de 2010

Local: IFEN

 

Heidegger e o Tempo de Ser

Descrição: Há quem compreenda o “fracasso” de Ser e tempo como o resultado do fato de Heidegger não ter conseguido realizar a passagem de “ser e tempo” para “tempo e ser”, algo que ele mesmo tinha apresentado como o fechamento programático da primeira parte da obra. Exatamente por isso, tanto mais interessante parece se mostrar de imediato a conferência “Tempo e ser” apresentada por Heidegger em 1962 no âmbito de um colóquio organizado por Eugen Fink na Universidade de Freiburg. A importância do texto, contudo, transcende em muito a curiosidade expressa em seu título. O que Heidegger procura na conferência é uma elaboração suficiente do problema da junção originária entre tempo e ser, assim como uma explicitação definitiva do lugar do ser-aí humano no acontecimento dessa junção. Desse modo, o texto se revela como um espaço privilegiado de tratamento de uma série de temas centrais do pensamento tardio de Heidegger. O que procuraremos realizar no presente curso é um acompanhamento desses temas com uma ênfase específica nas suas repercussões para a daseinsanálise.

O curso será ministrado por Prof. Dr. Marco Antonio Casanova: Doutor em filosofia pela UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg, Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da UERJ, Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia, Autor de O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche (2003), Nada a caminho: Impessoalidade, niilismo e técnica no pensamento de Martin Heidegger (2006), Compreender Heidegger (2009) e A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (No prelo), além de tradutor de um grande conjunto de obras de pensadores alemães como Martin Heidegger, Max Scheler, Friedrich Nietzsche, Wilhelm Dilthey entre outros.

Datas e Horário: Encontro Mensal - Sexta-feira das 16:00 às 18:00

13 de agosto de 2010
3 de setembro de 2010
8 de outubro de 2010
12 de novembro de 2010

Local: IFEN

 

Heidegger e a Psicologia: Daseinsanálise: Angústia, Tédio e Técnica

Descrição: O diálogo de Martin Heidegger com a psicologia, que se encontra sintetizado nos seus Seminários de Zollikon, reflete entre outras coisas um esforço característico do projeto fenomenológico heideggeriano de pensar uma ciência com bases ontológico-existenciais. Desde os textos que gravitam em torno de Ser e tempo até os textos maduros de Heidegger, a questão acerca da relação entre filosofia e ciência sempre atravessou de maneira central o pensamento heideggeriano. A discussão com a psicologia, contudo, possui um traço peculiar. Como a psicologia trata fundamentalmente do ente que cada um de nós é, como ela trata do ser-aí humano, ela trabalha com um ponto de conexão originário com a filosofia. Assim, surge uma possibilidade efetiva de encontrar um horizonte comum de questionamento. No caso dos Seminários de Zollikon, esse horizonte comum é o mundo da técnica e os problemas existenciais daí decorrentes, como as neuroses do tédio, as formas depressivas da angústia e os fenômenos de compulsão. O objetivo do presente curso é justamente apresentar em quatro encontros a concepção heideggeriana do mundo da técnica e suas repercussões para o diálogo com a psicologia. Nós nos valeremos durante o curso do apoio nas obras de Binswanger e Boss.

O curso será ministrado por Prof. Dr. Marco Antonio Casanova: Doutor em filosofia pela UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg, Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da UERJ, Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia, Autor de O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche (2003), Nada a caminho: Impessoalidade, niilismo e técnica no pensamento de Martin Heidegger (2006), Compreender Heidegger (2009) e A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (No prelo), além de tradutor de um grande conjunto de obras de pensadores alemães como Martin Heidegger, Max Scheler, Friedrich Nietzsche, Wilhelm Dilthey entre outros.

Datas e Horário: 16 e 23 de julho, 06 e 20 de agosto das 19:00 às 21:00

Local: JARDIM BOTANICO - Jardim Botânico 600, sala de reuniões.

 

Rumos da Arte Contemporânea no Brasil e no Mundo

Apresentação: Não há nenhum grande exagero em denominar o século XX como o século da arte por excelência. Se não podemos negar por um lado a validade e a força incomparáveis de obras como as de Rafael, Rubens, Ruysdael, Ticiano e Velazques, por exemplo, também não podemos desconsiderar, por outro, o fato de a arte clássica sempre ter padecido de uma certa dependência em relação à igreja e às aristocracias dominantes. Essa dependência representou durante toda a história da arte ocidental um certo cerceamento no campo mesmo de realização da arte, que teve conseqüências diretas sobre temas, concepções estéticas, possibilidades de experimentação e sobretudo sobre o lugar da arte e do artista no mundo. Desde o final do século XIX, porém, com o surgimento do movimento impressionista, o que se pôde experimentar foi justamente uma ruptura da arte em relação a tal subserviência. O que ganhou voz a partir daí, então, foi uma sucessão de movimentos libertários que revolucionaram radicalmente as perspectivas estéticas em geral e mesmo o modo como o homem vê agora o mundo. O que procuraremos fazer no presente curso é acompanhar em 12 encontros os caminhos da arte contemporânea no Brasil e no mundo desde o despontar do impressionismo até a lógica das instalações, marcando ao mesmo tempo as diferenças e as peculiaridades da arte brasileira.

01 - Abertura de Novas Perspectivas: O Impressionismo e a Textura do Mundo – Pintura e Intensidade: a) A gênese do movimento; b) A captura do instante e a densidade das cores; c) Pintura e fotografia; d) Os expoentes: Edouard Manet, Claude Monet, Auguste Renoir, Edgar Degas e Camille Pissarro.

02 - Pós-Impressionismo e Impressionismo no Brasil: Pintura e Desespero – Eurocentrismo e Repercussão: a) O realismo integral de Cézanne; b) Van Gogh e o desespero da intensidade; c) O artista do mundo: Toulouse Lautrec e Gauguin; d) A voz dos trópicos e a roupagem européia: Eliseu Visconti e Giorgina Alburquerque.

03 - Simbolismo, Expressionismo e Angústia – Vozes de um Tempo Opressor: a) O conceito de símbolo; b) A aspiração à transcendência; c) A clausura da tela; d) Arte e violência: Edvard Munch, Ernst Kirchner, Max Beckmann e Otto Dix; e) Arte, vontade e transformação.

04 - O Expressionismo no Brasil – A Origem Real das Artes Plásticas Brasileiras: a) Portinari e a arte como expressão da verdade popular; b) Arte e liberdade: Anita Malfatti; c) A profundidade do mundo: Lazar Segall; d) A arte da gravura: Oswaldo Goeldi; e) Um gênio abortado: Roberto Rodrigues.

05 - O Movimento Modernista – Dadaísmo, Cubismo e Surrealismo: a) O lugar da arte no mundo da reprodutibilidade técnica; b) A resposta das vanguardas; c) A decomposição e a recomposição pictórica do universo; d) Realidade e sonho; e) Picasso, Miró, Magritte, Chirico, Max Ernst e Dali entre outros.

06 - A Semana de Vinte e Dois – O Movimento Modernista no Brasil: a) Manifesto antropofágico; b) Primitivismo e pensamento selvagem; c) Tarsila do Amaral, Ismael Neri, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteir e Di Cavalcanti.

07 - Abstracionismo e Imaginação – A Busca da Simplicidade Perdida: a) O fauvismo e as realidades monocromáticas: Henri Matisse; b) Arte e ilusão: Marc Chagall; c) O neo-plasticismo de Mondrian; d) Iberê Camargo e depois.

08 - As Artes Plásticas de Vanguarda – Arte Abstrata e Arte Performática: a) A arte sem objeto; b) Arte e decomposição: Francis Bacon e Lucien Freud; c) O conceito de instalação; d) Jackson Pollock e a pintura em ação.

09 - A Lógica das Instalações – Arte Cotidiana, Gigantismo e Técnica: a) Marcel Duchamp e os ready-made; b) O mundo de pedra e aço de Joseph Beuys; c) Intervenção urbana no Brasil – José Resende; d) As instalações de Cildo Meireles.

10 - Vanguarda no Brasil – Geração 80: a) Arte e resistência; b) Arte e experimentação: Daniel Senise e Luis Pizarro; c) A paisagem aos olhos de Beatriz Milhazes; d) Arte e transcendência: Mônica Nador.

11 - Arte Brasileira Hoje: a) Leda Catunda, Carmela Gross, Ivens Machado e Lygia Pape.

12 - O Fim da Arte ou o Início da Hermenêutica da Obra de Arte?

Público Alvo: Todos aqueles que tiverem interesse por arte e pela discussão de idéias estéticas em geral.

Tempo de Duração do Evento: Dois meses (12 aulas)

Local: JARDIM BOTANICO - Jardim Botânico 600, sala de reuniões.

 

 

 

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UNI IBMR

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