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A Atuação do Psicólogo no Hospital: Uma Perspectiva Fenomenológico-Existencial

Elaine Lopez Feijoo 2000

A vida, a doença e até mesmo a morte constituem-se como aspectos que devem ser considerados de forma multidisciplinar. E como tal, devem ser estruturados e tratados por diferentes profissionais: médicos, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais de saúde.

A doença e a morte só podem ser entendidas numa perspectiva dialética, já que não podem ser consideradas como estados. A saúde implica na doença, bem como esta implica naquela. A morte, então, também numa perspectiva dialética, coexiste com a vida; logo, coexiste com a doença.

Numa visão mecanicista e cartesiana, há a crença de que a técnica e a ciência dariam conta de todos os males, inclusive da morte. A medicina, como ciência cartesiana, desenvolve toda uma tecnologia a fim de lutar para que o ideal cartesiano de supressão de todos os males se efetive.

A psicologia que não exerce a cura, no sentido de Descartes, e sim o cuidado - no sentido de Heidegger -, não se preocupa com a tecnologia, mas sim com o humano. Importa ao psicólogo o sentido dado, por aquele que está doente, bem como o de seus familiares, à doença, à vida e à possibilidade do morrer.

A atuação do psicólogo na instituição hospitalar deve se dar no sentido de tornar claro o que significa o percurso da vida: viver, adoecer, morrer. 0 psicólogo na perspectiva fenomenológico-existencial deve ter em mente o aspecto humano, permitindo que o paciente tenha uma expressão livre de seus sentimentos, medos, desejos e que se sinta acima de tudo dono de sua vida e, portanto, podendo participar de tudo que lhe acontece; não minimizar os dados acerca da situação do paciente. No entanto, cuidar de falar aquilo que pode ouvir e a seu modo; tratar a doença como algo inerente àquele indivêduo em determinado momento; respeitar as diferenças individuais, fazendo de cada relação uma situação singular; colocar-se à disposição do paciente e seus familiares, bem como estabelecer um trabalho de rotina na visita às diferentes enfermarias.

A partir daê, o psicólogo deve proceder:

- Na instituição hospitalar: como interlocutor, buscando estabelecer um equilêbrio nas relações entre os profissionais, profissionais e pacientes, profissionais e familiares, familiares e pacientes;

- Na relação com o paciente: como observador atento, estabelecendo um diálogo como fator de cuidado com o paciente e uma escuta atenta da fala do paciente; deixando clara a necessidade de refletir sobre o significado do adoecer e mobilizando recursos próprios de cada paciente para o seu processo de reestabelecimento;

- Na relação com os familiares, sabendo-se que o desajuste do grupo familiar é algo freqüente como decorrência do surgimento da doença, o psicólogo deve apoiar psicologicamente os membros da famêlia, dando atenção a esta, bem como as informações pertinentes, ajuda - enfim, assistência psicológica; realizar entrevistas no ato da internação para obter dados referentes ao paciente e seus familiares; informar sobre a doença, a importância da alimentação, da higiene e da relação com o paciente.

Na situação de morte: colocar-se à disposição para assistir às famêlias, dando-lhes apoio, orientação e proceder a uma reflexão.

Elaine Lopez Feijoo

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03 Maio 2018
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