IFEN - Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro - CRPJ 05/359
memorial casa   O Instituto de Psicologia Fenomenológico–Existencial do Rio de Janeiro – IFEN é uma instituição sem fins lucrativos que, desde sua criação, visa divulgar uma outra possibilidade de considerar a Psicologia, como uma área de estudo que se dirige à existência tal como ela se dá no próprio ato de existir. Para tanto reconhece a fenomenologia-hermenêutica como método de investigação dos sentidos da experiência humana, tanto no âmbito da pesquisa, como da clínica psicológica e busca na filosofia da existência as reflexões das temáticas próprias do existir: decisão, angústia, liberdade, finitude, entre outras.
   O IFEN foi fundado em 1996 e vem, cada vez mais, concretizando seu projeto original através de cursos, palestras, informativos, artigos em revistas científicas e publicando livros que versam sobre a temática. Desde 2008, por meio das Edições IFEN, esta Instituição vem publicando o acervo de suas pesquisas, levando ao público os últimos estudos desenvolvidos por seus pesquisadores na perspectiva fenomenológico-existencial.
Memorial Ifen
   O IFEN (Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro) é uma instituição sem fins lucrativos, que visa trazer a público o seu modo de pensar a Psicologia. Tendo como proposta, desde sua fundação, divulgar outra possibilidade de considerar a Psicologia como uma área de estudo que se dirige à existência tal como ela se dá no próprio ato de existir, e tendo elegido a fenomenologia hermenêutica como método de investigação dos sentidos da experiência humana, tanto no âmbito da pesquisa como da clínica psicológica, o IFEN busca articular um diálogo com a filosofia da existência que fundamente reflexões das temáticas próprias do existir. Para tanto, promove eventos e abre novas turmas de Especialização a cada ano, oferecendo também grupos de Estudos Avançados e Grupos de Pesquisa.
   Desta forma, o IFEN prossegue na conquista e consolidação do seu espaço na Psicologia e se articulando com universidades; forma parcerias em investigações, não só acerca dos fundamentos desta perspectiva, como também fortalece-se no exercício da clínica de fundamentação existencial-hermenêutica. As defesas públicas de monografias do Curso de Especialização em Psicologia Clínica na perspectiva Fenomenológico-Existencial vêm, a cada ano, se consolidando como atividade de grande importância para toda a comunidade do IFEN, não só como finalização de uma etapa da trajetória de um profissional, mas, também, como momento de aprofundamento do estudo e afinamento com a proposta da clínica psicológica na perspectiva Fenomenológico-Existencial de todo o corpo docente e discente do IFEN. Suas sócias fundadoras, demais sócios colaboradores e alunos têm publicado capítulos em livros e artigos em revistas científicas, possibilitando, assim, que este pensamento ganhe mais e mais leitores interessados em suas pesquisas. Além disto, as Edições IFEN vêm pouco a pouco se consolidando na divulgação destes estudos e pesquisas.
   Ao reconhecimento da clientela e do meio acadêmico, soma-se também o aval do Conselho Federal de Psicologia (CFP). A cada três anos, o CFP comparece à sede do IFEN, por meio da ABEP, avalizando e reconhecendo os esforços realizados no sentido de divulgar o pensamento da Psicologia Fenomenológico-Existencial, principalmente pela oferta da Especialização em Psicologia Clínica na perspectiva Fenomenológico-Existencial.
   Mas é importante voltar na história da fundação do Instituto, retrocedendo até a graduação em Psicologia de Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo, em 1976. Na época, Ana Maria Feijoo estava consciente de que deveria cumprir uma missão: ajudar aquele que, no desespero de sua existência, clama por uma escuta atenta e por uma palavra cuidadosa. A psicóloga sabia, desde então, que não aceitava ingenuamente que o cuidado com o outro se desse através de interpretações advindas de postulados teóricos engendrados em uma lógica pautada em postulados de uma teoria.
   Ao viver tamanha intranquilidade, ainda na faculdade, buscou outro modo de pensar o homem, diferente daquele que predominava ali. Em contato mais próximo com seu grande mestre, Luiz Fernando Teixeira Dantas, descobriu que existiam outras formas de pensar o homem; porém, pouco divulgadas. Ao entrar em contato com a perspectiva Existencial-Humanista, começou, então, sua formação.
   Ana Maria Feijoo alimentava o desejo de lecionar na faculdade de Psicologia, já que tinha experiência do magistério do que hoje é ensino fundamental e médio. Surgiu uma vaga de professora de Psicometria, disciplina em que ela sempre se saíra muito bem. A lógica matemática não guardava nenhum mistério para ela: uma vez descobertas as regras do jogo, era só jogar. Ao mesmo tempo em que lecionava Psicometria, que se atrelava à lógica, constatava, na sua experiência clínica, que nenhuma suposição lógica era observada na existência humana, que consistia em um paradoxo que a matemática não resolvia.
      As aulas de Psicometria e a prática clínica, experiências simultâneas, foram tão distintas, que a então recém-formada em Psicologia viu-se totalmente dominada pela intranquilidade. Começou a tentar ministrar disciplinas que abordassem a prática clínica e, embora insistisse neste projeto, era muito difícil que um profissional que não assumisse alguma das perspectivas tradicionais em Psicologia viesse a ministrar disciplinas que versassem sobre a clínica psicológica.
Por outro lado, eram-lhe oferecidas outras disciplinas, como Estatística, Testes Psicológicos, Ética Profissional. Ana Maria, então, aceitava ensinar tais conteúdos, aprimorando–se nestes conhecimentos. Dizia para si mesma que "carregava tijolos, para quem sabe um dia, poder ministrar os conteúdos que tanto desejava apresentar aos futuros psicólogos".
   Dando continuidade à sua vida acadêmica, logo após defender a tese de mestrado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria foi convidada a ministrar, na mesma instituição, a disciplina de Estatística aos candidatos ao mestrado. Novamente, entra na instituição de ensino pela via da matemática. De tanto estudar o conteúdo, publica seu primeiro livro, A pesquisa e a estatística na psicologia e na educação, lançado em agosto de 1996, e que concorreu ao Prêmio Jabuti.
   Neste momento, já lecionava em duas faculdades de Psicologia – na Universidade Santa Úrsula e na FAHUPE. Na Universidade Santa Úrsula, Ana Maria ministrava, também, as disciplinas de História da Psicologia e Teorias e Sistemas Psicológicos. Neste mesmo ano, o departamento de Psicologia da PUC-RIO a contratou para ministrar tais disciplinas.
   Faz-se pertinente lembrar que, nas duas primeiras faculdades em que deu aulas, Ana Maria atuou no Estágio Supervisionado; primeiramente em Psicodiagnóstico, depois em Clínica Fenomenológico-Existencial. Em 1985, por insistência de um grupo de alunos e psicólogos recém-formados, dentre eles, a psicóloga Maria Bernadete Medeiros Fernandes Lessa, constituiu em seu consultório um grupo de estudos e supervisão em caráter particular. Apesar de achar que isto deveria ocorrer via instituição e que não poderia pular etapas, pois não tinha passado pela experiência de supervisora clínica, acabou por concordar com o insistente pedido de montar o grupo. Pode-se dizer que aí começou a germinar a semente do que mais tarde se tornaria o IFEN.
   Deste primeiro grupo, quase todos optaram por fazer concursos ou pela Psicologia do Trabalho: apenas Maria Bernadete Lessa permaneceu na Psicologia Clínica. Bernadete insistiu com Ana Maria para a formação de mais um grupo de supervisão. E, após algum tempo de estudo em grupo, surgiu a ideia de constituir uma instituição com a proposta de divulgar e aprofundar a perspectiva Fenomenológico-Existencial, que já vinha sendo estudada pelo novo grupo em seus pequenos detalhes. Formou-se assim o grupo dos fundadores do IFEN, que teve como primeira proposta e experiência de como seria o trabalho propriamente dito em equipe a tradução de um dos livros do psicoterapeuta e psiquiatra existencial Irvin Yalom, intitulado Psicoterapia existencial, o que foi feito ao longo de 1996.
   No dia oito de dezembro de 1995, oito membros psicólogos fundaram, juridicamente, o Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro - IFEN: Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo, Maria Bernadete Medeiros Fernandes Lessa, Myriam Moreira Protasio, Ivan Samel, Ábia da Silva Mesquita, Marinete Vasques Julianelli, Celeste Maria Maciel Aydelkop e Edith Starling do Rego Monteiro.
E, em março de 1996, deu-se início a realização dos projetos do IFEN:
   - Publicação do "Informativo IFEN", com uma edição anual, entre 1996 a 2000; os exemplares eram distribuídos, gratuitamente, nas Universidades e no CRP, divulgando o modo de pensar a Prática Clínica na abordagem Fenomenológico-Existencial.
   - Cursos de "Formação em Psicologia Fenomenológico-Existencial", que deram início às primeiras atividades acadêmicas. A primeira turma iniciou-se com a Aula Magna ministrada pelo professor Gerd Bornheim, intitulada Aspectos da Filosofia da Existência. Durante este ano letivo, periodicamente, foram feitas conferências para os alunos e sócios, proferidas por convidados e professores do IFEN. A professora Ana Maria Feijoo discutiu a psicopatologia em duas palestras intituladas Fragmentos de um discurso esquizofrênico e Psicopatologia fenomenológica: uma introdução. A professora Telma Aparecida Donzelli, Doutora em Filosofia, contribuiu com seus conhecimentos ministrando as conferências: O método fenomenológico em Heidegger e O espaço e o tempo fenomenológico na psicopatologia. A professora Cléa Góis, também filósofa, proferiu a palestra Psicopatologia e fenomenologia.
   - "Cinema IFEN", cujo objetivo era atrair a comunidade para discutir as temáticas existenciais apresentadas nos filmes. A professora Terezinha Russo, psicóloga e filósofa, coordenou a discussão do primeiro filme - A excêntrica família de Antônia - e a morte foi tematizada. Ana Maria Feijoo coordenou a discussão de "Pescador de Ilusões" e as categorias de diagnóstico foram colocadas em questão.
   - Os "Cadernos IFEN", que foram criados com objetivo de facilitar o processo de aprendizagem daqueles que participavam da formação acadêmica do Instituto. O conteúdo versava sobre as aulas ministradas. Foram publicados seis Cadernos, a saber, Psicodiagnóstico, Psicoterapia, Psicopatologia, Método de Pesquisa Fenomenológica, Filosofia e Epistemologia.
   Em suma, no decorrer do ano de 1996, os membros do IFEN, na vivência da dialética entre o imaginário e o real, concretizaram suas realizações, entre o eterno e o temporal, experienciando plenamente o instante e, entre a liberdade e a necessidade, ampliaram suas possibilidades.
   Em 1997, o caminho trilhado teve como base as realizações do passado e a esperança no futuro e, passo a passo, foi dado prosseguimento na construção do seu presente vivido com plenitude. A referida tradução de Psicoterapia existencial de Irvin Yalom teve como desdobramento várias conferências e mesas redondas, proferidas por Ana Maria, Myriam, Bernadete e Ivan abordando os temas da existência, no decorrer do ano de 1997. A ludoterapia na perspectiva Fenomenológico-Existencial foi tema de palestras e curso de férias, no primeiro semestre de 1997.
   O primeiro aniversário do IFEN foi comemorado com uma palestra ministrada por Ana Maria Feijoo, com o tema A articulação do sentido: do psicodiagnóstico à psicoterapia, na qual já ficavam claros os dois caminhos de sua vida profissional. A equipe IFEN, então, já tinha se reduzido às suas sócias fundadoras Ana Maria Feijoo, Bernadete Lessa e Myriam Protasio.
    Surgiram convites para a participação em congressos e, assim, o IFEN, firme em sua proposta de divulgar os princípios filosóficos existenciais e o método fenomenológico na Psicologia, expandiu as atividades para além do seu espaço físico. Inicialmente, participa do I Simpósio Brasileiro da Prática da Psicoterapia Existencial, 1996 e do VII Congresso Brasileiro de Psicoterapia Existencial, 1997. Ainda em 1997, participou na organização do Simpósio Existência e Pessoa, juntamente com dois grupos formadores no Rio de Janeiro: o CPP (Centro de Psicoterapia da Pessoa) e o grupo Aletheia.
   O IFEN continuou em suas jornadas, em 1997, tematizando a Ética, com Ética na psicoterapia e no psicodiagnóstico, mesa redonda que reuniu os profissionais Mauricio Castanheira, Flávio Rodrigues Costa, Oswaldo Lopes e Neli Wise Abaurre. Dando continuidade ao Cinema IFEN, foram exibidos e debatidos os filmes Leollo, O carteiro e o poeta e Um sonho de liberdade. Formou-se, então, no mesmo ano, a segunda turma do curso de Formação do IFEN, cuja aula inaugural foi A história da Psicologia Fenomenológico-Existencial, proferida por Ana Maria Feijoo.
   O ano de 1997 foi consagrado por duas publicações. A primeira foi a revista Fenômeno Psi nº 1, versando sobre Ludoterapia, com as contribuições dos trabalhos desenvolvidos em psicoterapia infantil pelas psicólogas Ana Maria Feijoo, Myriam Protasio e Maria Bernadete Lessa. Este número também trazia um estudo de caso apresentado pela então estagiária de Psicologia do SPA, Cláudia Guimarães. E a segunda publicação foi o livro A ética na saúde, organizado por Waldemar Augusto Angerami (Camon), no qual Ana Maria Feijoo escreve um capítulo intitulado A ética: uma dialética de paixão e razão.
   Em 1999, o IFEN participou da II Jornada da Gama Filho. Em 2001, da V Jornada Científica de Pós-Graduação de Psicologia da Universidade Gama Filho e do VII Congresso Brasileiro de Psicoterapia Existencial, em 2003.
   Surgem outros convites para que Ana Maria Feijoo publicasse capítulos e artigos. São eles, respectivamente:
      - A vivência da ética numa dialética de paixão e razão, capítulo de Ética na saúde (1997);
   - A vivência maníaca, artigo na revista Informação Psiquiátrica, Ciência Nacional (1998);
   - Os capítulos Tratamentos psicoterapêuticos e Aconselhamento genético, publicados em Síndrome de Gilles de La Tourette: tiques nervosos e transtornos de comportamento associados na infância e adolescência (1998);
   - Psicoterapia existencial – uma pesquisa fenomenológica, capítulo de A prática da psicoterapia (1999);
   - A angústia: das reflexões de Kierkegaard e Heidegger à psicoterapia, capítulo de Angústia e psicoterapia (2000);
   - Existencialismo, psicologia e sociedade, publicado nos Anais de Terças Transdisciplinares, UERJ, Depext Nape (2001);
   - Vivência depressiva e a psicoterapia, capítulo de Depressão e psicossomática, (2001);
   - Hermenêutica e interpretação em psicologia clínica, artigo publicado na revista científica periódica Arquivos Brasileiros de Psicologia (vol. 54/ n 4), em 2002;
   - A psicoterapia em uma perspectiva fenomenológico existencial, capítulo de Psicoterapia Fenomenológico-Existencial ( 2002);
   - O estético, o ético e o religioso na contemporaneidade, capítulo de Vanguarda em psicoterapia (2003);
   - Temas em psicoterapia infantil, capítulo de O atendimento infantil na ótica fenomenológico-existencial (2003).
      Em 1998, comemorou-se o segundo aniversário do IFEN, no Espaço Cultural Tocando em Você, com uma palestra proferida por Ana Maria Feijoo, com a temática Princípios norteadores de numa relação de ajuda. Neste mesmo local e ano, outras atividades foram realizadas, tais como Cinema IFEN com a apresentação dos aspectos psicológicos e psiquiátricos do protagonista do filme Shine, por Maria Bernadete Lessa e Fernando Azambuja, respectivamente.
   Em dezembro de 2000, no Museu da República, todos os membros do IFEN tiveram a satisfação de prestigiar Ana Maria Feijoo no lançamento de seu livro A escuta e fala em psicoterapia – uma proposta fenomenológico-existencial, tema de sua tese de doutorado, onde defende que a prática clínica pode ter como fundamento a filosofia da existência. O pensamento de Kierkegaard e a ontologia de Heidegger constituem-se nas duas perspectivas filosóficas consideradas. A ênfase, no entanto, se direciona para as temáticas refletidas por Kierkegaard: a angústia e o desespero.
   Em 18 de fevereiro de 2001, a fim de transformar seu Curso de Formação em Especialização em Psicologia Clínica, conforme a Resolução 007/01 de 04 de junho de 2001 do CFP, o IFEN mudou-se para uma nova sede que se adequava às exigências propostas por esta Resolução, à Rua Barão de Pirassinunga, 62, Tijuca. Neste novo espaço, uma casa ampla de fachada clássica, capaz de comportar em sua estrutura todos os projetos do IFEN, bem como atender os espaços físicos exigidos pela Resolução, acomodou várias salas para atendimento clínico individual, para atendimento clínico em grupo e família e sala de ludoterapia, que são assistidas por duas secretárias em tempo integral na sala de recepção. A varanda lateral também atende a recepção dos consultórios, oferecendo aos clientes e usuários mais uma possibilidade de aguardar seu atendimento em um ambiente agradável. Uma ampla sala foi destinada para as aulas dos cursos, além de uma secretaria de cursos e sala privativa para os terapeutas e professores. A abertura da sede foi comemorada com a apresentação de um caso clínico, pela presidente do IFEN, Ana Maria, mostrando todo o processo de escuta e fala na clínica psicológica sob os princípios fenomenológico-existenciais. Neste momento, a Equipe IFEN ganha mais um membro, disposto a despender todo o esforço nessa empreitada: a psicóloga Elaine Lopez Feijoo.
   Com um espaço mais amplo, o IFEN pode oferecer à comunidade a exibição e discussão do filme Bicho de sete cabeças, levantando a questão das drogas e as relações familiares. A coordenação coube às psicólogas Patrícia Rio e Maria Bernadete Lessa. Para surpresa de toda a equipe IFEN, que esperava a presença apenas de profissionais psicólogos, dependentes químicos e familiares prestigiaram o evento. E outra vez o IFEN realiza seu projeto: atuar numa relação de ajuda com a comunidade.
   Outra atividade desenvolvida para atender à comunidade foram os Grupos de Reflexão. Estes encontros tinham como objetivo oferecer um espaço que possibilitasse manter a reflexão acerca dos acontecimentos da atualidade e permitir que se colocassem em jogo os sentimentos e as demandas do mundo atual. Vários grupos específicos se formaram: de Mulheres, de Jovens, Orientação Vocacional, de Pais, Filosofia para Leigos e Mantendo a Saúde na Terceira Idade.
   A partir de agosto de 2001, iniciam-se os convites para participação da Presidente do IFEN em bancas de mestrado e doutorado, que continuam até os dias de hoje.
   Em 2003, o ano letivo teve início com a atividade Seminários Clínicos, intitulados A psicologia clínica em questão, e prosseguiu com as Jornadas IFEN I e II, com os temas Seminários de Zollikon e Kierkegaard, respectivamente. Estas Jornadas, até hoje, são frutos dos estudos realizados nos Encontros Acadêmicos, nos quais participam professores das várias instituições de ensino superior e que ministram disciplinas afins.
   Em 2004, o IFEN publica o segundo número da Revista Fenômeno Psi, com o título Seminários de Zollikon. Em maio do mesmo ano, aconteceu a III Jornada IFEN com o tema Psicossomática na perspectiva fenomenológico-existencial. Em outubro, foi realizada a IV Jornada IFEN, com o tema A repetição, título de um dos livros de Sören A. Kierkegaard.
   Em 2005, duas Jornadas IFEN são realizadas: em maio, com o tema Diferentes modos de compreensão da subjetividade, realizou-se a V Jornada e, em outubro, a VI, que retornou mais uma vez a uma temática abordada por Kierkegaard: O matrimônio.
   Também em 2005, a equipe IFEN teve a oportunidade de participar do Congresso da Sobreski – Sociedade Brasileira de Estudos Kierkegaardianos, em Pocinhos do Rio Verde (Minas Gerais), apresentando palestra e participando de mesa redonda. Foi firmada uma parceria com este grupo de estudiosos e, a partir deste novo encontro, o IFEN teve o prazer de receber Ricardo Quadros Gouvêa, que palestrou sobre o livro Repetição, além das várias palestras proferidas por Henri Nicolay Levinspuhl nos eventos do IFEN. Henri Nicolay se dispôs a formar um grupo de estudo mensal sobre Kierkegaard com Ana Maria, Myriam e Bernadete, que aconteceu de 2005 a 2007.
   O IFEN comemorou seus dez anos de existência oferecendo à comunidade de psicologia o I Encontro Carioca de Psicologia Clínica, nos dias 24 e 25 de novembro de 2006. Participaram deste encontro profissionais reconhecidos nesta área de estudo, tais como os professores Roberto Novaes, Ariane Ewald, Cristine Mattar, Joelson Rodrigues, Jurema Dantas, Virgínia Louro, Carolina Dahein, Ruth Escudero, Claudia Caminha e Aliete Lopes, além das sócio-fundadoras do IFEN - Ana Maria, Myriam e Bernadete.
Ainda como fruto da parceria com a Sobreski, em 2007, o IFEN teve a oportunidade de convidar o professor Álvaro Valls para proferir palestra no evento Um dia com Kierkegaard, no curso de Especialização em Psicologia Clínica. Foram realizados também os eventos Um dia com Heidegger, que contou com a presença do Professor Crisóstomo Lima e Joelson Rodrigues, e Um dia com Sartre, que teve a apresentação magna da Professora Eloísa Aguiar.
De 17 a 20 de maio daquele ano, o IFEN foi representado por Ana Maria Feijoo em um importante evento da Psicologia: o XIII Encontro Goiano da Abordagem Gestáltica & II Encontro de Fenomenologia do Centro Oeste – EU-TU-NÓS, em Goiânia. Deste encontro, surgiram sementes de futuros vínculos profissionais que frutificaram.
   Em função da grande demanda, a equipe IFEN ofereceu, nos semestres seguintes, o curso de Formação em Psicologia Clínica e o Curso de Iniciação ao Estudo da Psicologia Clínica, preparando assim os estudantes para a prática clínica na abordagem fenomenológico-existencial. Continuava, assim, sua empreitada com as turmas de Especialização e Grupos de Pesquisa, aprimorando-se cada vez mais para conquistar seu espaço na Psicologia.
   Em dezembro de 2007, foi publicado o livro Interpretações fenomenológico-existenciais para o sofrimento psíquico na atualidade, organizado pela Doutora Ana Maria Feijoo, sendo o primeiro título da Série Existência e Pensamento, que inaugura as Edições IFEN.
   Em 2008, o IFEN continua presente em eventos, com a participação da professora Ana Maria Feijoo proferindo palestras e cursos, em encontros tais como o XIV Encontro Goiano da Abordagem Gestáltica e o III Encontro de Fenomenologia do Centro-Oeste, dentre outros.
   Na tentativa de formar parcerias a fim de expandir e aprofundar os estudos na perspectiva Fenomenológico-Existencial, o IFEN teve o prazer de receber o Professor Victor Amorim Rodrigues, psiquiatra, docente do ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada, sediado em Portugal e membro da Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial. O Professor Victor proferiu palestra para os alunos e sócios do IFEN, abordando o tema Psicoterapia existencial: experiência da formação psicoterapêutica no contexto português.
   O início de outra grande parceria, que alavancou a divulgação e aprofundamento de estudos e pesquisas da perspectiva, foi marcado pela I Jornada de Psicologia Existencial e Humanista, realizada na UERJ, no dia 2 de junho de 2008. Organizado pela professora Ana Maria Feijoo e apoiado por toda a Equipe IFEN, o evento teve entrada franca e recebeu um público não só da própria universidade, bem como de profissionais e alunos das cidades vizinhas ao Rio de Janeiro. Contou com a presença de profissionais renomados das perspectivas Existencial e Humanista como Márcia Tassinari, Elizabeth Ribeiro, Carlos Tourinho, Eloísa Nogueira Aguiar, além dos professores colaboradores do IFEN, como Cristine Mattar, Crisóstomo Lima, Ana Tereza Camasmie. Neste evento, as Edições IFEN realizou o evento de lançamento do livro Interpretações fenomenológico-existenciais para o sofrimento psíquico na atualidade, organizado pela Doutora Ana Maria Feijoo.
   Em outubro, em Belo Horizonte, outra preciosa parceria foi firmada, entre o IFEN e a Fundação Guimarães Rosa, alargando as fronteiras da perspectiva, graças à realização do I Simpósio de Psicologia Fenomenológico-Existencial.
   O ano de 2009 também foi marcado por eventos em que o IFEN se apresentou como uma entidade voltada para o rigor e aprofundamento dos estudos da clínica psicológica na perspectiva Fenomenológico-Existencial, tanto no âmbito nacional como no internacional. A equipe IFEN se fez presente nos eventos Congresso Norte-Nordeste de Psicologia-Daseinsanalyse: um outro olhar sobre o estresse; III Congresso Luso-Brasileiro de Fenomenologia / IV Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Fenomenologia; no II Congresso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá; no XIV Seminário de Psicologia do Leste Mineiro, dentre outros.
   Novamente em Belo Horizonte, em setembro de 2009, aconteceu um grande encontro de psicólogos e estudantes de psicologia denominado I Congresso Mineiro de Psicologia na Abordagem Fenomenológico-Existencial, com o tema Clínica Psicológica: filosofia e práxis. E, assim, pelo segundo ano consecutivo, a Fundação Guimarães Rosa e o Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro empreenderam o seu grande projeto, trazendo a público uma psicologia atrelada à filosofia, mostrando, então, a possibilidade de não mais tomar a clínica psicológica apenas como um fazer técnico, podendo assumir um outro modo de fazer clínica. E, no desdobramento deste projeto, o que se tornou realidade foi a edição do livro Psicologia e filosofia, editado pela FGR, e organizado pela professora Ana Maria. Entusiasmo, seriedade e, acima de tudo, comprometimento com este modo de pensar a existência constituem-se nas características marcantes de todos que contribuíram com suas palavras na elaboração deste livro e evento.
   Durante o segundo semestre de 2009, os sócios e profissionais de Psicologia foram contemplados com mais uma possibilidade de estudos no intuito de promover seu aprofundamento. Na iniciativa, denominada de Estudos Avançados, e realizada na sede do IFEN, Ana Maria Feijoo abordou os Temas em psicoterapia e Fundamentos em psicoterapia fenomenológico-existencial em seus grupos. Myriam Protasio ofereceu o grupo A filosofia da existência de Kierkegaard e Marco Antônio Casanova aprofundou os estudos, abordando o tema Fenomenologia e hermenêutica. A receptividade dos Estudos Avançados foi muito boa e, desde então, se renova a cada semestre, através de encontros quinzenais ou mensais, com duração de duas horas cada. São oferecidos novos temas, tendo como finalidade proporcionar ao profissional de Psicologia um espaço de discussão e aprofundamento dos temas ligados à perspectiva. O IFEN, ao oferecer os Estudos Avançados, pensou em atender principalmente o desejo e as expectativas de seus sócios que já haviam terminado o curso de Especialização e intencionavam continuar seus estudos e reflexões. Outros grupos em Estudos Avançados foram oferecidos no decorrer do ano por Marco Antonio Casanova, tais como Heidegger e o projeto de ontologia fundamental de ser e tempo; Husserl: intencionalidade e vivência, Kierkegaard e o conceito de angústia, Sartre ser por si e ser para o outro: para uma psicologia existencial.
   Em 2010, muitos eventos da perspectiva se realizaram, evidenciando que este modo de pensar a Psicologia vem ganhando espaço no meio acadêmico, à medida em que consolida seus estudos de forma acadêmica e madura. Podemos citar o Congresso de Psicologia Fenomenológico-Existencial; Psigama; II Jornada de Psicoterapia Fenomenológico-Existencial, com o tema Ética, atenção e cuidado na clínica e a II Jornada de Psicoterapia Fenomenológico-Existencial, dentre outros.
   O trabalho Tedio, repetición y psicoterapia. En una visión kierkegaardiana, apresentado por Myriam Moreira Protasio no III Congreso Latinoamericano de Psicoterapia Existencial y Enfoques Afines, que aconteceu em Buenos Aires, em outubro de 2010, foi laureado com o prêmio Pablo Rispo. Esse merecido reconhecimento evidencia, mais uma vez, que a meta principal do IFEN vem se concretizando ao propiciar o desenvolvimento de estudos e práticas da clínica psicológica que se compromete em pensar a existência articulando um diálogo com a filosofia existencial. Neste evento latinoamericano foi possível, também, consolidar um grande elo entre os estudos da perspectiva no Brasil e na América Latina, com a fundação da ALPE - Asociación Latinoamericana de Psicoterapia Existencial.
   As Edições IFEN finalizaram as atividades do ano de 2010 com o lançamento da segunda edição do livro A escuta e fala em psicoterapia: uma proposta fenomenológico-existencial, obra em que a autora, Ana Maria Feijoo, consolida seus estudos na perspectiva Fenomenológico-Existencial, abordando a explanação teórica que fundamenta a proposta clínica. Estabelece uma fina discriminação entre os pensamentos de Husserl, Kierkegaard e Heidegger, ilustrando suas ideias com diálogos reais da clínica.
   O ano de 2011 foi um ano de grandes realizações e comemorações para o IFEN. Duas sócio-fundadoras deram mais um passo em seus estudos acadêmicos: Ana Maria finalizou seu pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Myriam recebeu o título de Mestre em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
   A realização do IV Congreso Latinoamericano de Psicoterapía Existencial y Enfoques Afines marcaram os quinze anos de fundação do IFEN. Realizado em parceria com a UERJ, no Rio de Janeiro, o evento, além de um marco na história do IFEN e do percurso da abordagem Existencial e Humanista, foi uma experiência de intensa atividade e encontros, possibilitando discutir e marcar as diferenças de posicionamentos teórico e prático, bem como uma maior aproximação de nossos pares latinos, que comungam das mesmas fontes filosóficas, representados pela ALPE. As Edições IFEN lançaram no o Congresso, em parceria com a Viaverita Editora, o livro A existência para além do sujeito. De autoria da professora Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo, fruto de seu trabalho de pós-doutorado, nele a autora discute e investiga as repercussões da crise da subjetividade moderna e pretende levar a termo uma psicologia norteada na tradição hermenêutico-fenomenológica, a qual propõe a reconciliação da existência para além da compreensão do sujeito moderno e comprometida com a verdade da experiência própria de cada um. Assim, a referida obra segue uma vez mais a esteira de uma psicologia que toma o foco fenomenológico como o elemento central de nossas experiências existenciais.
   Ainda em 2011, Ana Maria Feijoo organiza, na UERJ, o Laboratório de Fenomenologia e Estudos da Psicologia Existencial, abrindo mais um espaço para o aprofundamento deste modo de pensamento. Myriam Protasio, então doutoranda do Departamento de Filosofia da UERJ, junta-se ao laboratório como subcoordenadora do grupo de pesquisas sobre a Psicologia de Kierkegaard.
   Em outubro de 2012, continuou-se a ampliação dos horizontes além-mar do IFEN, com a organização, em parceria com a UERJ, do I Congresso Luso Brasileiro de Práticas Clínicas Fenomenológico-Existenciais, tendo como tema Diálogo entre a Clínica e a Filosofia. Inaugura-se aí, a parceria entre o IFEN e o SPPE (Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial).
   Em 2013, o IFEN juntou-se ao movimento internacional de comemoração dos 200 anos de nascimento do pensador Sören Kierkegaard e, em parceria com o Instituto de Psicologia da UERJ, organizou o evento denominado Jornada 200 anos Kierkegaard: angústia e repetição na Psicanálise e na Psicologia Fenomenológico-Existencial, nos dias 23 e 24 de maio. O evento foi coordenado por Ana Maria e Myriam. E, em junho do mesmo ano, ambas participaram do evento de comemoração do aniversário de Kierkegaard, representando o IFEN, na Howard V. and Edna H. Hong Kierkegaard Library, em Northfield, Minnesota, nos Estados Unidos.