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Modalidade: ONLINE
Plataforma: ZOOM

Duração: 6 meses
Dias e Horário: Uma Sexta-feira por mês- Das 16:00 às 18:30

Público Alvo: Estudantes e profissionais de Psicologia e áreas afins.
Carga Horária: 15h

Coordenador/Professor: Ministrado pelo Professor Yan Souza Almeida

Apresentação:
História de Criação
Vai ser difícil de fazer você acreditar. Mas por pura presepeira providência pela Providência eu coordeno um grupo sobre Psicologia e Literatura no IFEN. É. Eu mesmo. Meio desses absurdos plausíveis né? Como carregar água na peneira. No meu desconhecer acredito que Manoel de Barros poderia chamar isso de desencontro.
E é óbvio que eu sou grato a esse desencontro porque uma das minhas ambições na vida é ser um desses acontecidos desencontrados. Esses bocós com um profundo dessaber capazes de somar as distâncias para menos e escrever um livro Sobre Nada que contém coisa alguma.
Mas é aí aqui tá o meu problema. Na minha ambição talvez eu tenha por fim esbarrado nessas platitudes. Porque me pediram para descrever o que acontece neste grupo.
“Em poucas palavras.” – me disseram.
“Um parágrafo ou dois.” – me assassinaram.
Morri por derrota.
Derrota porque eu não sei explicar em poucas palavras. Eu preciso delas. Eu preciso do máximo de palavras que conseguir encontrar para tentar tropeçar em algo como esse desencontro acontecido que são as minhas aulas sobre Psicologia e Literatura.
Preciso de tantas palavras porque só consigo explicar a minha necessidade contando uma história. Uma história que é minha porque me contaram. É por ter sido contado que hoje estou aqui contando.
Minha mãe me disse que quando eu nasci a minha tia-avó ajudou muito.
Foi ela que ensinou à minha mãe o significado dos meus choros. Quando eles eram choros de fome. Choros de dor de dente. E choros pra se deixar chorar mesmo. Foi ela que disse como esquentar as primeiras papas que entraram na minha boca. Como raspar as frutas com colher pra fazer eu, aquele ser sem dente, comê-las.
Essa minha tia-avó sabia de coisas que eram desconhecidas a minha mãe. Ela sabia dessas coisas porque a mãe dessa instrutora de mães contou pra ela. E assim, essa coisa ia arredando de mãe para mãe.
História carregada por aquelas que carregavam vidas. E elas foram passando de uma vida a outra. Como estações da natureza nesses trilhos do trem que é a vida acontecida, acontecendo
Graças a essas histórias eu estou aqui te contando essa história. Eu manifesto história porque sou fruto de histórias. Pra mim. Historicidade é isso. Falando em histórias. Uma outra:
Um dia, eu estava na praça de alimentação. Não estava lá para comer. Na verdade, fui lá para me alimentar de esperar. E enquanto esperava a minha refeição esperando, ouvi uma mulher, portadora da esfera da gravidez, dizer a sua amiga:
“Nossa, tá difícil eu encontrar esse curso.”
O meu eu acadêmico logo se interessou pela possibilidade de conhecer um curso. Afinei as minhas orelhas.
“Curso de que?” – a outra perguntou.
O meu eu leitor da vida – isso é um eufemismo – logo se interessou pela possibilidade de poder acompanhar uma história acontecendo. Sintonizei os meus olhos.
“De maternidade”
“Curso de maternidade?” – foi o que pensei.
“Curso de maternidade?” – foi o que a ouvinte perguntou.
“É. Nesses cursos eles ensinam a segurar o bebe. O que dar de comer. Como trocar a fralda. Como fazer...”
Eu parei de ouvir porque o som dos meus próprios pensamentos ficaram muito altos.
Eu comecei a pensar que faltava uma tia-avó para o filho ainda não nascido daquela mulher. De súbito percebi que por razão inexplicável algumas pessoas não tem, ou pior, não dão ouvidos às tias-avós por aí.
Confesso que fui apoderado por uma espécie de melancolia. Aquela que adentra o meu corpo quando toco em flores murchas e secas. Pois, percebi que o que faltava a aquela mulher era ser regada pelos tipos de histórias que me criaram.
Num instante fui tomado pela solução. Minha tia-avó tinha que ter dado aula. Ser professora de um curso. Não apenas para ensinar alguém a segurar um bebe, mas para fazer essas histórias serem ouvidas. Para relembrar aquilo que não pode ser esquecido. Da mesma forma que relembro dela ao contar essa história. Minha tia-avó que morreu a mais de 5 anos sempre ressurge quando conto essas histórias que me foram contadas.
O meu curso é inspirado na minha tia-avó. Porque é sobre o poder de criação contido nas histórias


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