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mimimi perdeuAssista a Live realizada no dia 12/03/2021 às 19h

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Nota de repúdio a fala do presidente

 

Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro - Nota de repúdio à fala do Presidente
Nós, do Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro (IFEN), não podemos nos calar frente ao posicionamento do nosso chefe de Estado ao referir-se à dor do luto como mimimi . Surpreende, espanta e assusta quando ouvimos o representante de nosso povo se referir à dor daqueles que perderam vizinhos, amigos, pessoas próximas, pais, filhos e irmãos como coisa de gente mimada, de gente que exagera na expressão de suas emoções.
Em defesa daquilo que interessa à Psicologia, os afetos humanos e, na tentativa de resguardar a experiência humana de dor e sofrimento, não podemos nos omitir diante da tamanha insensibilidade demonstrada pelo nosso líder político quando se registra o maior número diário de mortos oriundos da pandemia que nos atravessa no período de um ano.

A preocupação maior que reina neste Instituto é de que a indiferença com a qual o Estado trata do tema contamine outras pessoas e estas também venham a se tornar indiferentes àqueles que sofrem, padecem e se preocupam com os que estão ao seu lado. Se isso se espalha, estaremos frente a frente com outra pandemia - a do desprezo e do abandono, os quais se configuram em uma violência contra a vida humana. Tememos que cheguemos ao ponto de, em um momento de grande dor e de necessidade da presença de outro humano, sejamos olhados com indiferença e desprezo. Eis a verdadeira solidão!

Nós, profissionais da psicologia, na contramão daquilo que diz o nosso chefe do Estado, somos sensíveis à dor das pessoas enlutadas. Lutamos pelo respeito e pelo cuidado àqueles que se encontram em luto e que, muitas vezes, sofrem pela solidão e pela lembrança que insiste em reviver o momento definitivo da morte de seu ente próximo.

Fala do Presidente Jair Bolsonaro num evento em Goiás no dia 4 de março de 2021. "Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas, respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?" (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56287135)

Na quarta-feira (3/3), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) registrou 1.910 óbitos pela doença no período de 24 horas, o maior em um ano de pandemia, além de 71.704 novos casos de infecção pela doença. Já o boletim desta quinta (4/3) mostra 1.699 óbitos e 75.102 novas infecções documentadas no último dia, somando a um total de 260.970 mortes e 10.793.732 casos de covid-19. (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56287135)

A preocupação maior que reina neste Instituto é de que a indiferença com a qual o Estado trata do tema contamine outras pessoas e estas também venham a se tornar indiferentes àqueles que sofrem, padecem e se preocupam com os que estão ao seu lado. Se isso se espalha, estaremos frente a frente com outra pandemia - a do desprezo e do abandono, os quais se configuram em uma violência contra a vida humana. Tememos que cheguemos ao ponto de, em um momento de grande dor e de necessidade da presença de outro humano, sejamos olhados com indiferença e desprezo. Eis a verdadeira solidão!

Nós, profissionais da psicologia, na contramão daquilo que diz o nosso chefe do Estado, somos sensíveis à dor das pessoas enlutadas. Lutamos pelo respeito e pelo cuidado àqueles que se encontram em luto e que, muitas vezes, sofrem pela solidão e pela lembrança que insiste em reviver o momento definitivo da morte de seu ente próximo.

Instituto de Psicologia Fenomenológico-existencial do Rio de Janeiro

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